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FAQs
Veja algumas das perguntas frequentes sobre o Siemens Opcenter APS
O que é o Siemens Opcenter APS e que problema resolve?
O Opcenter APS é o software de planeamento e programação avançada da produção (APS) da Siemens, com a maior base instalada do mundo nessa categoria — mais de 6.500 empresas utilizam a solução. Utiliza algoritmos avançados para equilibrar procura e capacidade, gerando programações de produção exequíveis e realistas. O problema que resolve é direto: eliminar a dependência de folhas de cálculo, "achismos" e replanejamentos manuais que causam atrasos, ociosidade de máquinas, excesso de stock e incumprimento de prazos de entrega. O Opcenter APS actua desde o planeamento estratégico de longo prazo (meses/anos) até ao sequenciamento detalhado do chão de fábrica, considerando restrições reais como disponibilidade de máquinas, mão-de-obra, ferramentas e materiais.
Qual a diferença entre o Opcenter APS e o que o meu ERP já faz no planeamento da produção?
A maioria dos sistemas ERP opera com a premissa de capacidade infinita e utiliza programação retroativa (backward scheduling). Isso significa que o ERP calcula necessidades de materiais e datas, mas não consegue prever estrangulamentos por excesso de carga, nem entender como as alterações afetam a capacidade e os prazos dos pedidos. O Opcenter APS trabalha com capacidade finita — conhece a disponibilidade real de cada recurso (máquinas, pessoas, ferramentas, materiais) e gera uma programação realmente executável no chão de fábrica. Enquanto o ERP responde "o que produzir" e "quanto", o APS responde "quando", "em qual recurso" e "em que sequência", considerando todas as restrições em simultâneo.
Já temos SAP — por que precisaríamos do Opcenter APS como complemento?
O SAP é excelente para gestão de ordens, MRP, financeiro e materiais, mas o seu módulo de planeamento de capacidade não foi concebido para sequenciamento fino com múltiplas restrições. O Opcenter APS integra-se diretamente com o SAP (via IDocs, OData, SOAP ou Opcenter Connect) e funciona como uma camada complementar: o SAP continua como proprietário dos pedidos, inventário e dados financeiros (Nível 4 ISA-95), enquanto o APS assume o sequenciamento detalhado e a otimização de capacidade ao nível operacional (Nível 3). O resultado é que o SAP passa a receber programações realistas e confirmações mais precisas, melhorando a fiabilidade de todo o ciclo de planeamento.
Com que ERPs o Opcenter APS se integra? (SAP, JDE, Oracle, Dynamics, etc.)
O Opcenter APS foi concebido para integração com praticamente qualquer ERP do mercado. Existem integrações consolidadas com SAP (S/4HANA e ECC), Oracle, JD Edwards, Microsoft Dynamics, Infor, QAD, TOTVS, Epicor, entre outros. A integração pode ser feita via conectores nativos, APIs, ficheiros XML/CSV, bases de dados ODBC, ou através do Opcenter Connect (barramento de integração da Siemens). Para além de ERPs, integra-se também com sistemas MES, coletores de dados do chão de fábrica, ferramentas de previsão de procura e soluções de OEE. A NEO Digital Industries realiza o mapeamento de integração como parte do projeto de implementação, garantindo um fluxo de dados fiável entre os sistemas.
Que resultados podemos esperar realisticamente de uma implementação do Opcenter APS?
Os resultados variam consoante o cenário de cada indústria, mas os ganhos mais frequentes incluem: redução significativa no tempo de planeamento (de dias para horas ou minutos), melhoria na aderência aos prazos de entrega (on-time delivery), redução de stock em processo (WIP), melhor utilização de máquinas e recursos, diminuição de tempos de setup e identificação proativa de estrangulamentos. As empresas reportam frequentemente também maior agilidade para responder a mudanças de procura, pedidos urgentes e imprevistos como avarias de máquinas ou atrasos de matéria-prima. O retorno sobre o investimento tende a ser rápido, geralmente percetível nos primeiros meses de operação com a ferramenta.
Quanto tempo demora, em média, uma implementação do Opcenter APS?
O prazo de implementação depende da complexidade da operação, do número de recursos a modelar e do nível de integração com o ERP e outros sistemas. Para operações de menor dimensão ou âmbito inicial mais reduzido, uma implementação pode levar de algumas semanas a 2-3 meses. Para ambientes mais complexos, com múltiplas unidades, regras de sequenciamento específicas e integrações profundas, o prazo pode estender-se para 4-6 meses ou mais. A abordagem recomendada pela NEO Digital Industries é a implementação faseada — começar com um âmbito piloto (um produto, linha ou unidade) e expandir progressivamente, permitindo que as equipas absorvam a ferramenta no ritmo certo e que o ROI seja percetível desde o início.
Como funciona o processo de implementação — o que faz a NEO e o que fazemos nós?
A implementação é um trabalho colaborativo. A NEO Digital Industries é responsável pela configuração técnica do Opcenter APS, modelação dos recursos e restrições produtivas, desenvolvimento de regras de sequenciamento personalizadas, integração com o seu ERP e formação da equipa. Do lado do cliente, espera-se a participação ativa dos planeadores e gestores de produção para validar o modelo produtivo, fornecer dados mestres (rotas, tempos, calendários, BOM) e testar cenários durante o projeto. O processo segue tipicamente etapas de levantamento de requisitos, configuração e modelação, integração de dados, testes e validação com cenários reais, formação prática e go-live com acompanhamento. Esta parceria entre o conhecimento da NEO na ferramenta e o conhecimento do cliente sobre a sua operação é o que garante o sucesso do projeto.
O Opcenter APS funciona para operações de manufatura com múltiplas unidades?
Sim. O Opcenter APS suporta planeamento multi-site, permitindo que empresas com diversas unidades fabris otimizem a produção de forma sincronizada entre todas as unidades. É possível visualizar a carga de trabalho em diferentes fábricas, equilibrar a procura entre sites e tomar decisões sobre onde alocar determinados pedidos com base na capacidade disponível. A ferramenta Opcenter Planning, em particular, destina-se a este nível de planeamento tático e estratégico entre múltiplas localizações, enquanto o Opcenter Scheduling realiza o sequenciamento detalhado em cada unidade individualmente. Adicionalmente, o produto complementar baseado em navegador permite publicar e visualizar estatísticas de programação em todas as instalações de forma centralizada.
O Opcenter APS consegue lidar com restrições específicas da indústria, como changeovers, corridas por alergénio ou sequenciamento de bobinas?
Sim, esta é precisamente uma das maiores forças do Opcenter APS. Ao contrário de soluções que dependem exclusivamente de otimização algorítmica genérica, o Opcenter APS baseia-se em heurísticas (regras) configuráveis, o que permite modelar o conhecimento específico ("tribal knowledge") de cada operação. Isto inclui restrições como tempos de setup dependentes de sequência (changeovers), regras de limpeza entre lotes por alergénio ou contaminação cruzada (muito comum em alimentos e farmacêutica), sequenciamento de bobinas por largura ou material, regras de salas limpas, restrições de ferramentas e operadores qualificados, entre muitas outras. A personalização é feita durante a implementação, e novas regras podem ser adicionadas ao longo do tempo sem depender do programador — o próprio planeador pode ajustar o comportamento do sistema.
O Opcenter APS é em nuvem ou on-premise?
O Opcenter APS oferece flexibilidade de implementação. Tradicionalmente, é instalado on-premise como uma aplicação de elevado desempenho. No entanto, a Siemens também disponibiliza opções de implementação em nuvem e modelos híbridos, incluindo infraestrutura em AWS e integração com o Teamcenter Share (solução de colaboração em nuvem da Siemens). A versão on-premise corre em ambiente Windows Server, e a Siemens tem investido continuamente em funcionalidades web para complementar a aplicação de secretária. A escolha entre on-premise, nuvem ou híbrido depende da infraestrutura de TI, requisitos de segurança e estratégia de digitalização de cada empresa — a NEO Digital Industries ajuda a definir o modelo mais adequado para cada cenário.
Qual a diferença entre o Opcenter APS e o antigo software Preactor?
Em essência, são o mesmo produto. O Preactor APS foi líder mundial em soluções de planeamento e programação de capacidade finita durante mais de duas décadas. Em 2013, a Siemens adquiriu a Preactor e, posteriormente, incorporou a solução no seu portfólio de Manufacturing Operations Management (MOM), renomeando-a para Opcenter APS. O nome "Opcenter" reflete a integração no âmbito mais alargado de gestão de operações da Siemens, que inclui também soluções de Execução (MES), Qualidade, Inteligência e I&D. Desde a mudança de marca, foram lançadas diversas novas versões com melhorias em usabilidade, segurança, integração e automação. Por isso, quem conhecia o Preactor pode ter total confiança de que o Opcenter APS é a evolução natural e aprimorada da mesma tecnologia, agora com o suporte e o ecossistema da Siemens.